E o amor, ah… o amor…

por Ira Degani

Sempre que somos solicitados a dar uma opinião sob um prisma mais particular, nos pegamos buscando palavras mais difíceis, frases mais elaboradas, como se esta solicitação nos elevasse ao patamar de crítico. Ficamos buscando as qualidades e os defeitos, para justificar a importância a nós conferida. Ficamos buscando parecer inteligentes como se fôssemos experts. Então, quero tomar muito cuidado com isso. Quero dar a minha opinião do jeito que for vindo na minha cabeça, despretensiosamente. Só que uma opinião um pouco mais completa,  mostrando as sensações no decorrer do percurso. Acho que gostaria desse tipo de atenção se fosse escritora e tivesse pedido a sua opinião.

No começo fiquei um pouco confusa com a grafia diferente dos nomes de personagens e lugares. (…). Mas, com a grafia tão inusitada tive que voltar, reler e tentar fazer diferente. Consegui! Essa volta foi boa, também, pra entender melhor e me situar nesse novo universo, a princípio meio confuso. Depois a leitura foi fluindo gostosamente e me deixando ansiosa pelo que estava por vir. Apesar do rico vocabulário, a leitura foi fácil, gostosa mesmo. E aprendi novas palavras.

Uma coisa que gostei foi da sua capacidade de síntese ao escrever Esther e Arthur. Textos muito rebuscados, com exagerada descrição de detalhes, me cansam. Os detalhes são descritos de forma fantasiosa, mas na medida certa para enriquecer e não pra desgastar. Faz a gente visualizar a cena com riqueza de detalhes sem ser prolixo. Faz a gente fazer uma viagem por cenários nunca habitados e se sentir como parte dele, como se fossem velhos conhecidos.

A trama me trouxe surpresas em momentos estratégicos que me instigaram para as próximas situações num crescente de expectativa. Em nenhum momento antes do FIM imaginei os caminhos para o desfecho final, nada foi óbvio. Um amor assim claro que não seria desperdiçado, daria certo.  Mas, a maneira como conduziu foi surpreendente. Muito bom! E a sua criatividade me encantou. (…)

Ficção científica nunca foi o meu gênero preferido. Mas, como te disse ando querendo experimentar novos autores e já tinha uma intuição que iria gostar. O jeito como mistura ficção científica com realidade me fez acabar com um preconceito que tinha. Nada foi ilógico, os sentimentos, as situações já estavam dentro de mim. E o amor, ah… o amor, é um tema que sempre vai me encantar, acredito no amor. (…)

Resumindo, gostei muito! Do princípio ao fim. Mesmo! Já sou sua fã e fiquei com gosto de quero mais.

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